
"Enquanto as nossas relações forem determinadas pelas nossas diferenças, daremos poder aos que espalham o ódio em vez da paz."
Barack Obama
Barack Obama, 44º presidente dos Estados Unidos, proferiu esta frase numa intervenção sobre os conflitos no mundo. Talvez tenha sido esta a afirmação que lhe valeu o Nobel da Paz, ou talvez não existisse qualquer outro candidato. Sendo justa ou injusta esta entrega do Nobel, Barack Obama tem recolhido a simpatia e o apreço de todos os americanos e cidadãos do mundo, prometendo a mudança que aos poucos se vai denotado. É certo que as nossas relações não devem ser protagonizadas ou fundamentadas nas nossas diferenças, mas estas são sem dúvida um ponto fulcral da partilha. Não podemos criar pontes entre culturas e povos única e exclusivamente devido à sua distinção, mas podemos tornar as suas bases mais sólidas ao realizar uma interdependência de ideias e costumes. É apenas neste aspecto que as relações, pessoais, profissionais, ou políticas, se realizam; devido a um mútuo benefício, afectivo, económico, ou cultural. Porém, enquanto olharmos os outros com desdém devido às suas/nossas diferenças, estaremos a criar animosidades dispensáveis e totalmente evitáveis.
A liberdade aparece-nos então como ponto fulcral desta problemática. Mouzinho da Silveira dizia, "Sem a terra ser livre em vão se invoca a liberdade política.", enquanto criava uma legislação mais justa para os portugueses. Ao longo do(s) século(s) todo este panorama tem-se alterado, protagonizando uma ligeira inversão de papéis. Vimos países submetidos a insurgirem-se contra os seus opressores, como é o caso da Alemanha de Leste, que em 1989 derrubou o famoso Muro de Berlim terminando com mais de 25 anos de privações. A Alemanha Ocidental apressou-se a receber da melhor forma os cidadãos do Leste, deixando todas as diferenças de lado e comemorando mais um avanço nos direitos do Homem.
Torna-se assim necessário romper todas as correntes que nos amarram aos nossos defeitos, e construir mais e melhores relações entre culturas de todo o mundo, promovendo a Paz e a alegria. Provavelmente, se Mouzinho da Silveira fosse nosso contemporâneo, teria afirmado que sem liberdade em vão se invoca a terra livre.

1 comentário:
Parabéns pelo tema!
Gostei imenso do teu texto!
Continua...
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