Uma globalização menos ofensiva


No nosso dia-a-dia, enquanto seguimos afincadamente o modelo do nosso célere quotidiano, o mundo fecha-se cada vez mais sobre si mesmo. Milhões de e-mails são enviados todos os dias entre contactos electrónicos que pretendem afastar cada um de nós do mundo real.
Actualmente sabemos que podemos viajar de avião por custos totalmente irrisórios, como 10 ou 15 euros, para não falar das compras de última hora que nos lançam em viagens de 1 cêntimo. Ora, sem dúvida que há cerca de 15 anos isto seria impensável. Diz-se por aí que os tempos mudam; e não é que mudam mesmo? Tudo o que o Homem conhece está a tornar-se massificado, tudo é feito em prol das massas, e tudo, com a devida evolução e procura, tende a ficar mais apelativo, o que volta a colocá-lo no sentido da «re-evolução», se é que assim o posso dizer.
Ainda há quem viaje em companhias que agora exercem preços exorbitantes, mas as denominadas low-cost estão a dominar cada vez mais o mercado, factor/causa óbvio da globalização. Estas companhias têm um lema simples, viagens curtas por preços baratos, sendo mais rentável receber 1 cêntimo do que levar um lugar vazio. Para o passageiro tudo isto é fantástico, poder estar noutro país por menos do que uma viagem pela sua própria cidade é claramente algo que merece o seu tempo. Isto possibilita uma ainda mais intensa comunicação entre todos os povos que agora tendem a mobilizar-se entre diversas nações, o que pode levar a uma aculturação gigantesca baseada na experiência.
Em suma, sabemos que a Internet é um dos maiores responsáveis pela «aldeia global», mas, devido a esta massificação do sector aeronáutico, cada vez mais pessoas saem do seu país em busca de novas culturas, o que retira o factor standard da globalização e promove um maior contacto entre povos. Será caso para citar Camões: Vi claramente visto. Um saber só de experiência feito.

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