Inquietação em Myanmar

A Birmânia – oficialmente República da União de Myanmar – atravessa tempos conturbados. Como principal gatilho surgem os confrontos religiosos, motivados em grande escala pela islamofobia que tem usurpado os direitos da minoria Rohingya quer por parte do Governo como pela maioria budista. Fruto da inquietação social testemunhada, Thein Sein, Presidente de Myanmar, declarou recentemente o estado de emergência no estado de Rakhine – epicentro dos conflitos -, pelo que o exército foi chamado a intervir.
O conflito
Os Rohingya, etnia muçulmana, têm sido alvo de racismo e segregação desde que habitam os territórios ocupados por Myanmar e pelo Bangladesh. Se a animosidade de que sofrem por parte da maioria budista era já elevada, os ânimos atingiram um outro nível depois de se espalhar a notícia de que uma mulher budista teria sido morta por três muçulmanos. Em resposta, um grupo de budistas atacou um autocarro que transportava muçulmanos perto de Taungup (ver mapa abaixo), a 4 de junho, quando no dia anterior um grupo de peregrinos islâmicos já haviam sido espancados até à morte por uma multidão budista.
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