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MacGyver


Quando se fala de MacGyver, a primeira imagem que vem à mente de qualquer um é certamente um elástico de borracha, uma caneta e um clip. Era com este tipo de materiais simples que Richard Dean Anderson, na pele do fantástico Mac, produzia os mais variados engenhos.
Com excelentes conhecimentos científicos e uma estranha fobia a armas, o protagonista desta série dos anos 80 escapava recorrentemente de todo o tipo de complicações. Este, ex-agente secreto das forças especiais, trabalhava agora para uma outra organização, efectuando missões por todo o mundo. Quer estivesse perdido na Amazónia colombiana ou num comboio tomado por rebeldes na Índia, existia sempre uma ínfima chance de sucesso. Então, aliado ao seu afamado canivete suíço, MacGyver operava os mais difíceis esquemas acabando por encontrar rapidamente uma solução.
A acção que a série proporciona ao espectador é incontestável, já que este fica sempre expectante sobre o que irá MacGyver fazer para solucionar o problema; dado que com os objectos mais banais Mac produz sempre algo muito mais complexo. Apesar de surpreender o espectador, isto acaba por ser um dos aspectos negativos da série, já que por vezes as soluções encontradas são demasiado inacreditáveis, carecendo assim de bases científicas verosímeis.
Apesar de todas estas incongruências factuais, MacGyver acaba por operar grandes momentos de acção bem ao jeito de A-Team. Vale sempre a pena ver, nem que seja apenas para afirmar que conhece o MacGyver na próxima vez que lhe falarem dele.
P.S.: Apesar de ter sido desafiado por um caro amigo a fazer este post usando apenas um elástico e um clip, decidi produzi-lo da forma predefinada.
Classificação: 8/10

The Big Bang Theory


O que acontece quando uma bonita, jovem e atraente mulher se muda para o apartamento da frente de dois físicos, geeks e nerds? Colisão de partículas; de certo. Apesar de terem mentes brilhantes este facto não os ajuda em quaisquer tarefas sociais, muito menos quando se trata de lidar com mulheres. Sheldon é um completo sociopata que não entende uma simples ironia e olha para o «acasalamento» como uma mera obrigação social. Já Leonard apaixona-se à primeira vista pela sua vizinha da frente, Penny, apesar de se lembrar constantemente que não tem nenhuma hipótese. Tudo se complica - ao quadrado - quando Sheldon e Leonard se juntam aos seus dois amigos igualmente sobredotados, Raj e Howard, apesar de este último ser «apenas» engenheiro.
The Big Bang Theory, produzido por Chuck Lorre, apresenta-nos o monótono dia a dia destes «cromos», que tentam, pelo menos alguns deles, atingir um patamar mais elevado na sociedade. Com uma excelente dose de humor inteligente, esta série de televisão vence pela originalidade, criatividade e pela, meritória de segunda referência, qualidade e eficiência do seu humor. Todo o elenco actua de forma irrepreensível, notando-se mesmo uma certa identificação ou proximidade entre actor/personagem. É sem dúvida uma série a seguir sempre que possível. São prometidos alguns momentos de boa disposição e uma certa perplexidade.
Classificação: 8.5/10