Cinema #3 - Moon



Estamos num futuro próximo. A Terra utiliza agora uma nova fonte de energia apenas encontrada debaixo do solo lunar, o Hélio-3, sendo este de elevada importância para a sobrevivência do planeta. O material é extraído por máquinas que escavam toda a superfície da Lua, sendo apenas necessário um humano para enviar o Hélio-3 para a Terra. Este trabalho é realizado por Sam Bell sob um contrato de 3 anos. Não existe qualquer contacto directo com a Terra, e a única companhia de Sam, interpretado por Sam Rockwell, é GERTY, um computador que interage verbalmente com a personagem principal satisfazendo todas as suas necessidades do dia-a-dia.

Quase no final do seu contrato Sam começa a ficar ansioso por volta à Terra e regressar a uma vida normal; porém, afectado por diversas alucinações, este tem um acidente enquanto tenta retirar o Hélio-3 de uma das máquinas extractoras. Alguns dias mais tarde este acorda na estação lunar ao cuidado de GERTY, que o informa que uma equipa especial está a vir da Terra para arranjar a máquina que sofreu o acidente. Apesar de proibido de o fazer, Sam consegue sair da estação lunar para visitar o local do acidente, encontrando dentro do veículo que havia utilizado algo que nunca esperaria encontrar, um humano exactamente igual a si. Começando a questionar-se da veracidade de tudo o que se passa à sua volta Sam só pensa em arranjar maneira de voltar à Terra.

Realizado de forma soberba por Duncan Jones, Moon traz-nos uma história e ambiente ficcionais que há já muito faziam falta ao mundo do cinema. Com um enredo brilhante mas um tudo nada difícil de digerir, ao longo do filme o espectador é confrontado com alguns problemas ético-morais, fazendo com que este reflicta sobre as situações que Sam Bell e o seu equivalente atravessam. Durante toda a longa-metragem surgem descobertas arrebatadoras, e mesmo até ao final é difícil de prever o que vai acontecer a seguir. É assim um filme que não pode deixar de ser visto.

Classificação: 9/10

4 comentários:

Zoé Mourão disse...

Gosto muito do teu blog, Francisco. É uma verdadeira referência cultural.
Parabéns!

Flávio Moura disse...

tenho de ver.

Zé Nuno disse...

O filme é realmente muito bom. Acho que a expressão que o melhor define, pelo menos a alguns momentos, é mesmo "mindfucked" =P

Pi disse...

Gostei imenso. Surpreendeu-me

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