A obra, de índole histórica, começa por apresentar ao leitor Erik Cohen, um psiquiatra de palavras gastas, enquanto este deambula pelas ruas de uma Varsóvia oprimida pela guerra. Ele um dia pertencera àquele local, o seu lugar era ao lado dos mais fracos. Pelo meio da sua expedição de regresso Erik encontra Heniek Corben, com o qual começa a discutir a situação do gueto. A conversa expande-se para a vida de Erik e de repente o leitor encontra-se no meio de uma narrativa, na qual Cohen relata a Heniek toda a sua vida e experiência no gueto.
Uns meses antes, durante um gélido Inverno polaco, o sobrinho de Erik desaparece sem deixar qualquer rasto. Na manhã seguinte este aparece na vedação de arame farpado que separava o gueto do Mundo. Enquanto a angústia e a raiva invadem Erik outra criança aparece morta. A personagem principal assume então um papel de anti-herói, tentando recolher provas para encontrar de uma vez o cruel assassino.
Por entre uma viagem pelos lugares mais inóspitos do gueto e situações de cortar a respiração, Erik conta-nos a inacreditável busca que ele e o seu fiel amigo Izzy fizeram ao homem que lhe arruinou a vida. Por entre toda a narrativa sentimos o frio a queimar nas mãos e a escuridão que se abate sobre a cidade, olhamos a pobreza e presenciamos a morte, somos assim invadidos por um turbilhão de sensações que nos prendem às palavras até ao findar das páginas.
Nota: O mapa apresentado acima, realizado por mim, serve para o situar, demonstrando a localização de algumas referências do livro. Estão apontadas as localizações de algumas passagens secretas utilizadas pelos judeus, tal como a da própria casa do protagonista.

1 comentário:
Os Anagramas de Varsóvia é um livro memorável, não só pelo assunto abordado mas pela forma simples e emotiva como está escrito. Da primeira à última página somos absorvidos por um mundo surreal... a vida dos judeus aquando da 2ª Guerra Mundial.
Parabéns pelo artigo e pelo mapa que o ilustra...
Manuela Oliv
Enviar um comentário