Sonic Youth no Coliseu do Porto


Com quase 25 álbuns na bagagem, os nova-iorquinos Sonic Youth vieram ao Coliseu do Porto espalhar um pouco mais da sua «magia alternativa». O resultado foi uma brilhante perfomance de todos os elementos da banda que assim souberam entreter as gentes do Porto.
A abertura da noite foi levada a cabo por Manuel Mota, que com uma cadeira e a sua guitarra conseguiu criar um bom ambiente no Coliseu. Com um registo estridente e bizarro, Manuel apresentou-nos uma meia hora de improviso apreciada apenas por um restrito grupo de pessoas. Mesmo assim, este acabou por abandonar o palco sob aplausos.
Os Sonic Youth acabaram por entrar em cena um pouco depois das 22 horas, tendo sido saudados com fortes aplausos. O concertou começou com o forte ritmo de No Way que pôs desde logo o Coliseu aos saltos, não se podendo prever um início melhor. Seguiram-se Sacred Trickster e, um pouco depois, Anti-Orgasm, duas músicas que obrigaram o público a aquecer as mãos e a afinar as suas vozes. Passaram também por temas como Malibu Gas Station, Antenna e Leaky Life Boat, faixas que mostraram que ao longo de 3 décadas de carreira os Sonic Youth ainda não perderam o jeito de dar grandes espectáculos. O clímax do concerto chegou com Cross The Breeze e Death Valley '69, músicas que findaram o primeiro e o segundo encore, respectivamente, e que culminaram numa espectacular «batalha» de guitarras.
A banda de Kim Gordon pode então orgulhar-se; porque apesar de todo o espólio que possuem, podiam arriscar cair na monotonia ao apresentar o seu último registo, o que acabou por ter a melhor das respostas por parte público. Poucas são as bandas «antigas» que abordam registos recentes e o fazem com sucesso, e a elevada musicalidade de The Eternal, álbum de 2009, conseguiu assim provar o contrário e cativar o Coliseu do Porto da melhor forma.
Nota: A setlist deste concerto pode ser vista aqui.

1 comentário:

Flávio Moura disse...

um concerto catastroficamente bom.

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