
Apesar de já existirem há anos, os e-books só agora começam a «vingar» no mercado internacional. Em Portugal o conceito ainda não está muito bem disseminado, facto que pode vir a sofrer alterações nos próximos anos. Já em países como os Estados Unidos ou ainda Inglaterra, os dispositivos de leitura de e-books - chamados de e-readers - têm vendido bem. O Kindle, e-reader mais conhecido do mercado, é mesmo o produto mais vendido de sempre do website Amazon.
Kindle
Criado pela Amazon, o Kindle foi lançado pela primeira vez em 2007, sendo actualmente o e-reader mais conhecido do Mundo. Depois de várias transformações nos últimos três anos, este dispositivo chegou, em 2010, à sua 3ª geração. Nas duas primeiras semanas a seguir ao seu lançamento as vendas foram superiores às de todos os outros Kindle, no mesmo período de tempo. Entre vários aspectos, este ficou mais leve, mais pequeno (ainda que sem perder espaço de ecrã), mais rápido, e ainda com uma bateria mais duradoura.
A nova geração deste gadget promete a capacidade de armazenamento de até 3,500 livros, rápido acesso ao dicionário, e ainda uma bateria com duração até 1 mês (caso o Wi-Fi esteja desligado). Apresenta um ecrã de 6 polegadas que não reflecte a luz solar, e uma biblioteca com mais de 2 milhões de livros, muitos destes de graça ou por menos de 10$; permite também escutar a leitura dos livros. É possível aceder à Internet através de um novo browser e ainda partilhar conteúdos através do Facebook ou Twitter. Importante é referir que apenas pesa 240 gramas e tem 8 mm de espessura.
Outros
Existem ainda outros e-readers menos conhecidos no mercado, mas que ainda assim não deixam de merecer uma referência. São eles o Nook, da Barnes & Noble, e o Reader, da Sony. O dispositivo que mais chances tem de fazer frente ao Kindle é mesmo o iPad, da Apple, com a sua aplicação iBooks. Não sendo apenas um e-reader, o iPad junta isto a um sem fim de funcionalidades, com as quais pode influenciar as decisões do comprador (como podemos denotar neste artigo).
Apesar de todo este aparente sucesso, continuam a existir demasiados cépticos quanto a esta leitura electrónica de livros, que aparentemente retira toda a magia do virar da página. Só o tempo dirá se estes dispositivos vieram ou não para ficar.

3 comentários:
quando pensamos que ainda não vimos tudo, lá aparece mais qualquer coisita que nos contraria. só espero que o "verdadeiro livro" não seja substituído e que essa magia do virar da página nunca se perca.
muito bem
é isso e a notícia do malaui!
Pessoalmente apenas pude experimentar a iBooks num iPod Touch, e fiquei bastante impressionado com a facilidade que esta aplicação incute na leitura de um livro. Se fosse um leitor assíduo provavelmente compraria um Kindle.
Quanto à flatulência no Malawi: sim, bastante impressionante (http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1776246)
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