Norte de África em Revolução


Ainda nem terminou o mês de Janeiro e já dois países se insurgiram contra os seus governadores: um com "sucesso" - Tunísia - e outro que ainda não teve resultados concretos, o Egipto. Estas duas nações, geograficamente próximas, puseram em prática aquilo que se sente um pouco por todo o continente africano, insatisfação face a regimes opressores.
Tunísia
No dia 14 de Janeiro, depois de quase um mês de protestos, a situação política tunisina torna-se numa autêntica revolução. A população quer a demissão de Ben Ali, presidente há uns ininterruptos 23 anos. Pede-se por liberdade, de expressão, de vida; a Tunísia sonha com uma sociedade moderna. Espalha-se o rumor de que Ben Ali abandonara o país, e o povo começa a cantar «Vitória!». Rapidamente se confirma a notícia, e Mohammed Ghannouchi, primeiro-ministro, toma controlo do cargo de presidente interino.
A confusão instala-se na Tunísia, lojas fecham, as pessoas correm para comprar alimentos, vagas de assaltos assolam as principais cidades, a criminalidade e confrontos aumentam exponencialmente. A população encontra-se descontente, e os jovens reivindicam a Revolução, sonhando com um país aberto e actualizado. Entretanto os militares ocupa pontos estratégicos de Tunes, enquanto vão surgindo novos candidatos ao cargo de Presidente, como o exilado Moncef Marzouki. A situação é ainda de emergência, mas os tunisinos ainda esperam pelo melhor.
Egipto
A 25 de Janeiro dá-se o primeiro dia de protestos, e na cidade do Cairo milhares de pessoas exigem a demissão de Hosni Mubarak. A polícia envolve-se em confrontos com a população, provocando alguns mortos, dezenas de feridos e centenas de detidos. À medida que o tempo passa o governo egípcio vai apelando à calma, esperando que as forças militares consigam travar o avanço da população. Ainda assim, o povo não arreda pé e continua com a insurreição face a Musbarak, homem que comanda o Egipto desde 1981.
Três dias mais tarde é anunciada a demissão do Governo; medida tomada para tentar encontrar uma novo rumo ao país, para promover o desemprego e combater a pobreza. Apesar das ordens de recolher obrigatório, na tarde e noite de 30 de Janeiro milhares de populares ainda se encontravam na praça Tahrir, num ambiente de calma e festa, sem registo de violência. ElBaradei, Nobel da Paz e opositor ao regime, acabou por se ir juntar à manifestação ao início da noite, confirmado o seu apoio para com o povo. Aguarda-se um consenso nos próximos dias, ou então os protestos irão continuar.

4 comentários:

Luísa Matos disse...

Temas da aula de InglÊs..

Flávio Moura disse...

http://www.youtube.com/watch?v=VpFSE4dXOZs

mais vale a pena ver.

Flávio Moura disse...

importa referir que mais chocante do que o vídeo, é o facto da carrinha ser da policia.

Francisco Morgado Gomes disse...

http://www.youtube.com/watch?v=3iSgFADXXcM

Depois temos também este exemplo.
Há de tudo...

Enviar um comentário