A «palhaçada» blaugrana


Finito! Estão cumpridos os quatro embates entre o Barcelona e o Real Madrid, nos quais se pode dizer que os catalães levaram a melhor - apesar de o madrilenos terem vencido a Taça do Rei. Jogou-se por duas vezes no Santiago Bernabéu, uma em Camp Nou e uma última no Estádio Mestalla, Valência. Aguardavam-se jogos psicológicos intensos entre jogadores e equipas técnicas, e o povo todo teve o que quis; todo menos a afición do Real Madrid, que apenas festejou um triunfo.
Espanha
Apesar do número de vitórias ser igual para ambas as equipas (2 em 4 jogos), o Barcelona segurou os resultados que mais necessitava. Para a Liga não se podia dar ao luxo de ver reduzida a vantagem de 8 pontos que detinha, pelo que, caso contrário, com apenas um par de deslizes os dois lugares cimeiros da tabela ainda poderiam mexer. Desta forma, o «Barça» conseguiu empatar o Real Madrid, mantendo a preciosa vantagem pontual agora aparentemente inquebrável.
O jogo que se seguia era a final da Copa del Rey, de importância semelhante à Taça de Portugal no nosso país. Em campo neutro, foi necessário recorrer ao tempo extra para encontrar o vencedor do troféu. Decorridos 103 minutos, o internacional português Cristiano Ronaldo finalizou da melhor forma um cruzamento de Ángel di Maria, cabeceando a bola para o fundo das redes de Pinto, sem qualquer hipótese de defesa para o guardião. O Real Madrid ganhava assim a taça, e os festejos foram tantos que o troféu até acabou atropelado pela camioneta - obra de Sergio Ramos - onde se celebrava a vitória.
Champions
Os dois últimos encontros colocavam as duas formações num frente-a-frente para a Liga dos Campeões. O primeiro, em Madrid, acabou por decidir toda a eliminatória. Os catalães venceram por 2-0, bis de Messi, mas a história não fica por aqui. No bilhete deveria ter sido incluído um qualquer suplemento cultural, já que, para além de futebol, assistiu-se a uma recorrente peça de teatro. Para tirar quaisquer dúvidas o melhor é mesmo assistir ao vídeo acima publicado. Pergunto: como é possível que tais actos passem impunes? Apelidar estes lances de jogo sujo é ser muito simpático. Sem Pepe e Mourinho, o Real Madrid ainda puxou de galões para eliminar um Barcelona que nem fazia declarações. Em busca do triunfo por dois golos, o Real ia inaugurar o marcador, mas Frank De Bleeckere, árbitro do encontro, assinalou uma falta inexistente ao ataque merengue. As injustiças prosseguiram e a equipa de Ronaldo foi mesmo impedida de vencer, terminando o encontro com um empate. Este jogador acabou por chamar a eliminatória de "Missão Impossível 4".
Ainda há quem condene Mourinho pelas suas acusações, mas, de facto, é demasiado mau para ser verdade. Tanta falta de desportivismo - os vídeos comprovam-no - e mesmo assim ainda se critica o Real Madrid. O espectáculo a que se assistiu nos encontros da Liga dos Campeões não foi futebol; pelas simulações e pelas paragens de jogo: um mínimo toque ou contacto com um jogador do Barcelona dá direito a um rebolar desenfreado e, consequentemente, a uma falta. Em Portugal até já existe um cântico para estas situações.

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