No mundo da electrónica os Metronomy ocupam uma posição especial. Com três álbuns editados, os britânicos de Londres e Brighton raramente se assemelham a qualquer outro grupo do estilo, incutindo sempre - mas sempre! - uma marca pessoal a qualquer faixa. A sua formação é constituída por quatro elementos verdadeiramente multi-instrumentistas - apenas a baterista se cinge a um único instrumento. Lançaram agora um novo álbum, são um dos nomes de Paredes de Coura para este ano e prometem arrasar com o Taboão.
Nights Out NME - 9/10
Nights Out é, do início ao fim, uma obra-prima da electrónica. Segue praticamente a mesma linha rítmica ao longo das suas 12 faixas, ou seja, nenhuma linha de todo, apenas ritmos em busca de uma emancipação descontrolada e frenética. Depois de uma introdução épica, bem capaz de iniciar um filme algo dramático, chega o caos. A sublime Radio Ladio e My Heart Rate Rapid fazem por mostrar toda a pujança dos incansáveis britânicos, amantes de sons indistintos a desafiar o high pitch. Ainda que menos céleres, não é por aí Heartbreaker e Side 2 deixam de marcar a sua posição, tornando-se perfeitas para demonstrar a polifonia de instrumentos e sons que os Metronomy utilizam. Seguem-se Holiday, uma das melhores faixas do registo, e A Thing For Me, provavelmente a mais conhecida do grupo - muito por culpa do videoclip (ver acima). Tudo acaba com uma tríade escolhida de forma brilhante: Back On The Motorway, On Dancefloors e Nights Outro aparecem em ordem de velocidades, do mais rápido para o mais lento. Desta vez, não seria de estranhar ouvir esta última faixa a fechar a mesma longa-metragem que Nights Out iniciaria.
The English Riviera NME - 9/10
Em 2011 os Metronomy surgem com uma nova produção. Recebeu o nome de The English Riviera; bastava isto para prever uma maturação da banda e um álbum mais calmo. Os teclados em distonia continuam cá, mas num tom diferente, mais relaxante e menos chocante, como percebemos no single The Look, no qual o grupo volta a demonstrar a sua qualidade na produção de telediscos fantásticos em termos de imagem e originalidade. She Wants apresenta-se no pólo oposto, com uma imagem mais escura e um som a roçar o sombrio e a incerteza. Inconstestável é o destaque que agora é dado à voz de Joseph Mount e de outros artistas extra-banda - que bem jogado! Apesar de já ter sido posto à venda em Abril, de momento será difícil encontrá-lo por Portugal.
Os Metronomy tocam direito por ritmos tortos. Preto no branco: os Metronomy, buscando a mais futurista das sonoridades, relembram-nos do porquê de gostarmos de música electrónica. São de um rigor e perfeição ridiculamente superiores, facilmente levando o ouvinte ao êxtase.

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