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Patriotismo: Not on the Internet



Nem sempre se travam guerras empunhando espadas, armas ou o mais afiado dos argumentos; na era do desenvolvimento tecnológico o plano bélico trespassou fronteiras e alojou-se na teia global da Internet. Contudo, segundo um estudo norte-americano, desengane-se quem julga que esse belicismo se alimentava de um orgulho nacionalista e patriótico.
Hacker ou vírus são conceitos já muito bem difusos na sociedade contemporânea, tanto que uma boa parte dos cibernautas tem bastante atenção contra estas ameaças. Mas se a nível pessoal estes perigos podem provocar grandes incómodos – ao colocar em causa a integridade de informações pessoais, de terceiros ou de trabalho -, a nível nacional o cenário muda e a calamidade aumenta exponencialmente.
No que toca a estes ataques, em jogo estão informações confidenciais respeitantes a nações inteiras, que podem colocar em risco a vida de milhões de pessoas (veja-se o caso da Wikileaks, que expôs ao mundo milhares de informações secretas).
No entanto, quando falamos em ciberataques o patriotismo não é condição necessária. Segundo um estudo levado a cabo pela Universidade Estatal do Michigan, o perfil de um ciberguerreiro civil – aquele que ataca governos ou organizações governamentais sem ajuda de agências ou terceiros – não inclui o patriotismo como característica eminente. Thomas Holt, professor de Justiça Criminal, afirmou que «quando agentes tentam identificar os ciberguerreiros civis dos dias de hoje,  não têm necessariamente de procurar pela pessoa mais radical a nível político», citado pelo UPI.com.
Para além de chegar a esta conclusão, o estudo confirmou que este género de ciberguerreiros normalmente descarrega conteúdos da Internet de forma ilegal, tem tendência a envolver-se em protestos físicos e não têm qualquer motivação em relação ao seu próprio governo. Holt afirmou ainda que existe uma probabilidade de estes ataques estarem ligados a «uma crença altruísta de que todos os grupos merecem o mesmo tratamento».
Ainda assim, os ataques baseados em sentimentos patrióticos não devem ser de todo colocados de parte. Ainda no passado mês de setembro, o clima não se sentia calmo entre a Arménia e o Azerbeijão, tudo devido a uma série de ciberataques provocados por cidadãos de ambas as nações. Numa primeira fase, foram arménios a atacar uma série de sites azeris de grande importância, entre os quais o do Supremo Tribunal de Justiça; depois veio a esperada retaliação, onde os principais alvos foram meios de comunicação da Arménia. Este tipo de ataques não é novidade entre estes países vizinhos, onde os ciber-confrontos já duram há mais de dois anos.
Excepção que comprova a regra? Dificilmente. Custa acreditar numa total alienação do patriotismo, seja a que nível for. Muitas das vezes são questões sociais, políticas ou culturais que estão na origem das dissensões entre países e/ou seus cidadãos. Noutras situações, são as raízes históricas. E quando se esgotarem todas as explicações e mais nenhuma razão prevalecer, talvez seja o orgulho nacional a falar mais alto.
Artigo originalmente publicado no Clique

O engenho e a arte do viral

O mundo tornou-se num local exíguo, obrigando os corpos que o habitam a partilhar lugares e visões. A imediaticidade das novas tecnologias destruiu a esfera do lugar físico e, cada vez mais contíguos, poucos escapam a esta maré. Esta maré, esta torrente de pessoas cujas redes e plataformas sociais lograram aglomerar, é que «decide» se um vídeo se torna ou não viral.
Leia no Clique o artigo completo

O Natal e as compras


Está a chegar o Natal. Começa novamente a correria às compras para as prendas dos primos, tios e afilhados, sobrinhas, avós e netos. A sociedade consumista atinge o seu auge e as pequenas lojas recuperam de novo o fôlego, amealhando mais trocos do que desde o último Natal. Começam também os pequenos descontos, sim, porque os grandes cortes nos preços só mesmo dia 25. No meio disto tudo quem se ri são os imigrantes espanhóis, que assim têm mais do que tempo para comprar as prendas até ao dia dos Reis, poupando grandes somas de dinheiro.
Amazon
Há outras formas de comprar presentes para este Natal, diferentes e geralmente mais baratas. O website Amazon, um dos melhores locais de venda na Internet, lançou agora uma campanha que oferece os portes de envio de certos produtos para muitos países europeus, incluindo Portugal. Por aqui consegue chegar a milhões de artigos, novos e usados, por preços que, mesmo com portes, conseguem competir com os por cá praticados. Ainda por cima é possível encontrar produtos que dificilmente encontraria no nosso país.
O site é facilmente navegável, muito bem organizado, e rapidamente encontra aquilo que procura. As secções de roupa e sapatos possibilitam a escolha de cores e tamanhos, sem dificultar uma pesquisa mais avançada que o permita encontrar exactamente o que deseja. Depois é só mesmo inserir os seus dados e comprar, com toda a segurança, os presentes que quer oferecer. Pode ainda aproveitar estes descontos para adquirir algo para si que normalmente lhe sairia mais caro.
Urban Outfitters
No website da Urban Outfitters, loja britânica, pode encontrar tudo e mais alguma coisa para oferecer neste Natal. Esta opção acaba por não ficar muito barata, mas está repleta de artigos exclusivos raramente disponíveis em Portugal. Grande parte do que está para venda na UO impressiona pela originalidade e beleza, suscitando logo aquele desejo injustificado de posse (exemplos: 1 2 3). Desde roupa a artigos para a casa, passando pela música e pelos livros, a UO tem de tudo, e ao mais alto nível.
Para além dos preços não serem baratos, principalmente na roupa, os portes também não são, chegando aos 19€ por um simples livro. Desta feita, concluímos que não é uma das melhores escolhas para quem quer despender de pouco dinheiro. É, contudo, talvez a mais original das opções, com a qual facilmente impressionará os seus amigos e familiares.
Como conseguimos denotar, existem opções alternativas às convencionais para a compra dos presentes de Natal, nas quais se consegue poupar tempo e dinheiro. E, se não for para isso, pode ainda recordar estes dois websites para ir ficando a par dos interessantes artigos que vão sendo postos à venda.

Por onde anda a seriedade...


Como qualquer leitor do Multimedia Journalism deve ter notado, este mesmo blogue participou recentemente no Super Bock Super Blog Awards, um dos concursos de blogues mais conceituados em Portugal, conquistando o 4º lugar na sua categoria e o 55º na Geral.
O concurso foi composto por duas fases; uma primeira de votação aberta ao pública, e uma última de votação de um júri, que avaliava os 5 blogues com mais votos de cada categoria. Na categoria de Publicidade, Marketing e Comunicação, categoria onde participava o Multimedia Journalism, existia praticamente um vencedor assegurado. O nunofmiranda é um blogue que é actualizado pelo menos duas vezes por dia já desde Setembro de 2009, mostrando ao mundo as melhores publicidades e técnicas de marketing.
O vencedor seria aquele que obtivesse a maior pontuação, de 0 a 20, pela avaliação do júri, que analisava cada blogue pelo Design, Tecnologia, Comunidade, Actualização, Conteúdo. O espanto foi então grande quando foi anunciado que o vencedor tinha sido o Viciada em reportar, um blogue com uma actualização bissemanal, quando não é mensal (denote-se que até hoje o último post foi publicado a 5 de Março). Este sítio consegue ainda ter um Design de nível 0, já que usa um template pré-definido e utiliza publicidade, e um conteúdo também de nível muito baixo, tratando de temas muito pouco interessantes. Comentários nem vê-los, o que nos leva a avaliar o aspecto Comunidade com outra pontuação baixa. Só na Tecnologia é que poderiam ser assegurados pontos positivos, já que Ana Cláudia Ameixa, administradora, utiliza podcasts (ficheiros áudio) para informar o visitante.
A pergunta que se coloca é, literalmente, "Para onde fugiu toda a seriedade?"; num concurso nacional de tão elevado nível e levado a cabo por uma tão conhecida marca, como será possível um blogue tão fraco atingir o 1º lugar? Foi certamente uma desilusão a participação neste concurso, que se revelou incapacitado de uma avaliação adequada e justa.
Complaint filed.

Internet geradora de emprego



A Internet já chegou aos quatro cantos do Mundo. Para além de esta nos oferecer uma panóplia de serviços, hoje em dia já funciona como um modo de subsistência para muitas pessoas. Por exemplo, existe quem trabalhe para o Youtube, colocando vídeos originais na web recebendo algum dinheiro em troca.
Recentemente, uma das pessoas que está a causar maior furor no Youtube é o brasileiro Joe Penna, que dá pelo username de MysteryGuitarMan. Dotados de grande originalidade e criatividade, os seus vídeos deixam qualquer um boquiaberto quando vistos pela primeira vez. Joe utiliza instrumentos musicais, como uma guitarra acústica ou um sintetizador, ou mesmo objectos do dia-a-dia, como uma garrafa de cerveja ou uma porta de um carro para produzir os seus vídeos. Usando técnicas de corte ou loop, Joe cria excelentes vídeos de covers ou até de canções da sua autoria; este também tem algumas produções interactivas que deixam o espectador criar as suas próprias canções.
Numa entrevista, Joe afirmou que tinha sido convidado pelo Youtube a produzir vídeos de qualidade para este mesmo website, ficando sob um contrato de trabalho. Este disse ainda que após receber o convite prontamente desistiu da faculdade de medicina que frequentava. Desde então é notório que tem recebido alguns patrocínios de empresas que pagam para entrar nos seus vídeos, como por exemplo a Google com o Nexus One.
Desta feita, vemos que até o Youtube gera emprego hoje em dia, o que se torna importantíssimo com tanta falta deste. Isto faz com que a Internet, que já ocupava uma posição de elevada importância na economia mundial, comece a ocupar um «cargo» mais sério, no qual possibilita a qualquer um de nós empregos bem remunerados.

Recursos Multimédia


"Vivemos na era do conhecimento e da informação, no tempo do "on-line", das redes de contacto, da partilha e do livre acesso a tudo e todos. Hoje, mais do que nunca, abdicamos da privacidade dos nossos movimentos para ter acesso a uma panóplia de documentos, dados, informações que nos ajudam a tomar decisões, a fazer opções e a escolher."
Eduardo Silva Melo
Desde o aparecimento do e-mail e posteriormente da Internet que o mundo se tem rendido cada vez mais às inovações tecnológicas como adjuvantes das mais variadas tarefas, no nosso quotidiano pessoal ou profissional.
No século XIX os progressos cumulativos1 estavam relacionados com a siderurgia, energia eléctrica, transportes, entre muitos outros; hoje em dia, a tecnologia tem tido uma evolução, arriscar-me-ia a afirmar, quase diária. Todo e qualquer invento ou progresso chega para tornar a vida de cada um de nós mais facilitada, o que se revela muito útil quando temos quotidianos tão céleres como os actuais. Desta feita, é fácil rendermo-nos a instrumentos tão úteis e que tão rapidamente satisfazem os nossos desejos ou pedidos, estejam eles relacionados com o lazer, ou com o trabalho.
O melhor exemplo para ilustrar o exposto é o fenómeno das redes sociais ou os serviços de mensagens instantâneas. Ambos substituem na vida de muitos de nós, por opção própria ou falta dela, as conversas cara-a-cara. Com apenas alguns cliques, conseguimos fazer chegar qualquer mensagem, imagem, ou vídeo, a qualquer pessoa, em qualquer ponto do mundo. É, sem dúvida, muito mais tentador realizar este simples gesto automático do que gastar dinheiro e tempo, que tão preciosos, hoje em dia, a enviar ou receber informação e documentação pelo convencional correio.
Este é um dos inúmeros exemplos que podem servir para ilustrar e explicar o grau de impacto que a tecnologia tem tido no nosso mundo, impacto que está para durar e que revela forte tendência a aumentar.
1-Série de progressos resultantes da ligação entre a ciência e a técnica, envolvendo grande interacção entre ambas.