Cinema #7 - Psycho


Do primeiro ano da famosa década de 60 chega-nos Psycho, que a par de Os Pássaros e Vertigo é bem capaz de ser a obra-prima de Alfred Hitchcock, o mestre do suspense. Apesar de começar de forma simples e pouco notória, desde logo Psycho começa a ganhar contornos misteriosos mas que em nada fazem prever um tão profundo enredo.
Marion Crane, funcionária de uma empresa imobiliária interpretada por Janet Leigh, tinha a tarefa de depositar $40,000 e acaba por não o fazer, sucumbindo ao desejo material e fugindo de Phoenix com todo o dinheiro. Depois de dois dias em fuga ao volante, Marion encontra um motel escondido na berma de uma estrada agora remota. Este era gerido por Norman Bates (Anthony Hopkins), um jovem submetido ao excessivo poder maternal e com uma vontade própria próxima da indignidade. Aquando da sua breve estadia, Marion sente que deve voltar a Phoenix e devolver o que havia roubado, o que acaba por ser demasiado tardio.
Quando chega à altura em que pensamos que não se pode ir mais além do que já aconteceu cometemos um erro imperdoável, e somos logo «atacados» pelo explosivo final que altera qualquer impressão menos positiva. A história sofre uma reviravolta fatal que torna o filme meritório do seu nome e uma das melhores produções de sempre. O espectador é completamente abalado pela força que o enredo agora tem, e dele não se pode mais desprender.
Com um elenco bastante bom e uma banda sonora em perfeita sintonia com cada momento da longa-metragem (que acabou por ficar conhecida por todo o Mundo), Psycho é sem dúvida um daqueles filmes que deixa qualquer um atónito e sem uma réstia de indiferença. Um verdadeiro clássico.
Classificação: 9/10

1 comentário:

Anónimo disse...

amo-te psycho

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