No futebol e em alguns outros desportos os comentadores, quer da televisão ou da rádio, têm um papel especial. Com o seu olhar especializado são tomados como profissionais e por vezes utilizados como justificação de certas opiniões.
Para além de toda esta influência que causam na esfera desportiva, os comentadores podem ainda provocar uma maior vivência no espectador, transformando o acto de relatar uma partida numa verdadeira arte. O grande expoente nacional deste tipo de jornalista foi sem dúvida Jorge Perestrelo, que vibrava e fazia vibrar em qualquer jogo de futebol, quer da sua querida selecção, do seu amado Sporting ou de qualquer outra equipa nacional. Foi sem dúvida único na sua forma de trabalhar, não deixando ninguém indiferente.
Quem não se lembra de "Ripa na rapaqueca", "As bandeiras desfraldadas ao vento" ou "Que é que é isso oh meu!?"? Muitos têm certamente em memória os fantásticos relatos do Portugal-Inglaterra e do Porto-Mónaco, acompanhados por grande parte dos portugueses, amantes ou não do futebol. Perestrelo acabou por ter o AZ Alkmaar-Sporting como último jogo que alguma vez relataria, partida essa que ditaria a chegada do seu Sporting à final da Taça UEFA com um golo aos 121', que lhe valeram os últimos gritos "eu te amo Sporting".
Jorge Perestrelo transformou o simples acto de relatar um golo numa verdadeira arte. "Que os deuses do futebol estejam connosco" para sempre.

2 comentários:
Sem dúvida, algo de prezar no futebol!
Valha-me Deus... Se eu soubesse alguma coisa disto... E já tiveram sorte que na póvoa vi um jogo de futebol com vocês!
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