
(foto por Francisco Gomes)
Tout va Bien – Encontrados na Alameda dos Liquidâmbares estes faziam o que queriam de espaços publicitários, entretendo alegremente os transeuntes. Com fantásticas peças de teatro de rua o riso da plateia tornava-se inevitável. Nota especial para a peça em que é repetida vezes sem conta a a frase “Para sua segurança…”, já que conseguiu criar um ambiente de cumplicidade entre actores e espectadores ao mesmo tempo que criticava de forma «feroz» e exagerada o autoritarismo.
The International Nothing – Dupla de clarinetes alemães que actuou por diversas vezes na Casa de Serralves. Sobre a mármore clara estes dois fantásticos músicos faziam vibrar a pequena plateia com os seus penetrantes agudos e assombrosas notas baixas. Dotados de uma musicalidade incrível, bem que poderiam dar protagonismo a uma banda sonora de um filme de Hitchcock. Absolutamente aterrorizador o estilo destes dois jovens que certamente entraram na mente de quem conseguiu apreciar a sua música. Relaxante e desconcertante.
B. Fleischmann – Foi também na Casa de Serralves que Bernhard Fleischmann entregou a sua electrónica ritmada e repleta de movimento. Numa pequena sala com cerca de 40 pessoas sentadas, este “senhor do seu próprio estilo” ainda conseguiu colocar alguns corpos em sintonia. Nunca parando de induzir o tempo como um verdadeiro metrónomo este impressionou cada um dos presentes; com uma vista panorâmica de Serralves nas suas costas, foi criado um verdadeiro elo entre a sua electrónica psicadélica e o pacífico ambiente dominante no exterior.
Margareth Kammerer e 3 músicos portuenses – Quatro fenomenais artistas transformaram momentaneamente a maior sala da Casa de Serralves num espaço emblemático em que o improviso comandava o panorama musical. O parterre lateral via-se ao longe enquanto a voz de Margareth ecoava juntamente com os sons dos seus companheiros, Gustavo Costa, Henrique Fernandes e João Martins. Em perfeita sincronização os quatro trouxeram um estilo musical alternativo e, a partir daí, inclassificável, tornando a primeira impressão e a criatividade nas suas armas principais.
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1 comentário:
De Hitchcock? Não me parecia lá muito... Era mais Kubrick...
Goma
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