Um Mundial diferente


Este Campeonato do Mundo de futebol era, à partida, diferente de qualquer outro só pelo facto de se realizar pela primeira vez em solo africano. Com o apelo cada vez mais constante do desporto-rei à união entre povos, a escolha da África do Sul como país organizador é totalmente correcta e fundamentada. O futebol é de todos e para todos.
A primeira partida era aguardada com tremenda expectativa; e quando o apito inicial do árbitro não se ouviu devido ao barulho ensurdecedor das vuvuzelas, a premonição de um Mundial diferente parecia estar correcta. A África do Sul conseguiu marcar um grande golo por Tshabalala, mas acabaria por sofrer o empate a 10’ do final. Não era um mau resultado, mas sabia a pouco. Desde esse primeiro jogo foram poucos os encontros em que não se fez história.
A primeira jornada foi a mais pobre de todos os Campeonatos do Mundo em termos de golos. A selecção anfitriã não conseguiu, pela primeira vez, passar além da fase de grupos. A Nova Zelândia, com a sua segunda presença, conseguiu fazer o seu primeiro ponto de sempre numa fase final de um Mundial, tal como a Eslováquia que participou pela primeira vez como país independente. A Grécia, que nunca havia marcado em fases finais, conseguiu bisar frente à Nigéria apesar de ter começado a perder por 0-1. O Chile conseguiu quebrar o jejum de vitórias de 48 anos, batendo as Honduras por 1-0.
Foram também alguns os resultados impressionantes, com especial destaque para a derrota da «super»-Espanha frente à Suíça, a vitória do México sobre a desastrada França e o 1-0 da Sérvia como nova nação contra a Alemanha. De assinalar também o empate a uma bola entre Itália e Paraguai, tal como a vitória pela margem mínima (2-1) do Brasil frente a uma corajosa Coreia do Norte.
As selecções foram sem dúvida demasiado fechadas na primeira ronda de partidas, o que levou a este fraco registo de golos. Ninguém queria arriscar entregar os 3 pontos aos adversários. Contudo, agora que a fase das decisões se aproxima as equipas já se estão a abrir mais e os jogos já somam alguns tentos.

2 comentários:

mariana disse...

malditas vuvuzelas!

Zé Nuno disse...

Para além de poucos golos acho que é de registar um futebol de fraca qualidade.. Há poucas selecções a jogar bom futebol, talvez à excepção da Argentina e da Holanda

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