
Será que Portugal chegou mesmo a um ponto de viragem? Apesar de todas as medidas que têm vindo a ser tomadas pelos políticos deste país, e tal como a imagem evidencia, não estou a falar do orçamento de estado nem da dívida externa de Portugal, mas sim de futebol.
A conjuntura
Há um par de semanas Paulo Bento foi chamado para comandar a selecção portuguesa nesta qualificação para o próximo Europeu. Isto depois de toda a polémica que se levantou em torno de Carlos Queiroz e os seus ditos não-ditos. Há quem diga que foi conspiração, que o «crime» foi premeditado e que muita gente o queria na rua, mas também existe quem condene o ex-seleccionador nacional pelas suas supostas afirmações. Quem não fica indiferente é sem dúvida o povo português, que em 2 jogos assistiu a um vergonhoso empate caseiro contra a selecção cipriota e uma derrota na frígida Noruega, esta última entregue de bandeja.
Treinador que não tem resultados só merece um caminho, e vá-se lá saber porquê mas Carlos Queiroz nunca recebeu os melhores elogios enquanto exercia o cargo de seleccionador nacional. Sem uma conjuntura favorável o despedimento era inevitável, e depois de muitas decisões Carlos Queiroz abandonou a selecção nacional. Este, depois de uma qualificação algo conturbada, conseguiu levar a selecção portuguesa ao Mundial na África do Sul, onde apenas foi derrotado pela Espanha, que viria a sagrar-se campeã do Mundo.
Um novo comandante
Como em todos os processos de procura de um novo treinador, geram-se rumores que tendem a apontar em todas as direcções possíveis. Até se chegou ao cúmulo de querer contratar José Mourinho por apenas duas partidas, frente à Dinamarca e Islândia; claro que o Real Madrid prontamente passou o atestado de invalidez a esta ideia. Depois de muita tinta corrida o escolhido estava finalmente encontrado, Paulo Bento, o filho pródigo regressava assim à selecção, agora na condição de treinador.
O português sempre foi por tradição inconformado, e como tem sempre algo a dizer depressa criticou esta nova contratação. E que melhor maneira de se estrear e contrariar as críticas do que com duas vitórias expressivas? Foi isso mesmo que Paulo Bento fez, comandou os seus discípulos à vitória no Dragão frente à Dinamarca e na Islândia contra a selecção da casa, ambas por 3-1. Contudo, o novo seleccionador nacional ainda tem muito que provar antes de atingir a imunidade à imprensa, ainda por cima num país como o nosso, feito de seres humanos tão pouco exigentes.
Paulo Bento vai ter agora um longo período de férias até dirigir de novo a selecção portuguesa. Esta apenas voltará a entrar em acção a 4 de Junho de 2011, desta feita frente à selecção norueguesa, que actualmente comanda o grupo.

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