
Sábado, 2 de Outubro, foi dia de mais um Optimus Clubbing na Casa da Música. Mão Morta subiam ao topo como headliners, seguidos por Pop Dell'Arte e uma formação interessante de bandas, entre as quais figuravam a incrível StopEstra! e os irrequietos Olive Tree Dance. Um novo conceito entrava também em cena neste Clubbing, o Non Stop; que pretendia criar um ambiente musical na Casa da Música pela madrugada dentro, não entregando todos os louros a Mão Morta ou Pop Dell'Arte, mas sim a todo um excelente conjunto de bandas e artistas.
Mão Morta iniciava o seu set às 23:30, e de facto estes entraram em palco quase à hora marcada, cumprindo o horário. Cheguei à sala mesmo a tempo do início, mas reparei que uma grande fila se começava a formar à porta, o que indiciava que estavam a barrar a entrada por ter sido atingida a lotação da sala. Ora, ninguém sabia de nada, nenhuma das pessoas estava sequer informada de que o concerto tinha lotação máxima. À bom português que quer ver o concerto pelo qual pagou, gerou-se instantaneamente um onda de insultos dirigidos à segurança e empurrões com o objectivo de trespassar aquela muralha humana. Os seguranças diziam que não tinham culpa, mas sempre com uma educação a roçar os calcanhares.
Finalmente dentro da sala, mas com duas músicas semi-vistas da porta de entrada, notei que aquela ainda tinha capacidade para albergar umas boas dezenas de pessoas; sem referir ainda o facto de o público parecer estar em sua própria casa, já que o espaço entre cada um dos espectadores ainda era algum. Sempre era melhor ter feito o concerto na sala Suggia, porque parada como estava a audiência parecia que a música dos Mão Morta estava a mais, e sentados estamos sempre melhor. Felizmente, quem realmente assim desejasse ainda conseguia aproveitar o concerto à sua maneira.
A organização foi, como pôde reparar, vergonhosa. O facto de mais salas funcionarem ao mesmo tempo levou a uma excessiva venda de bilhetes; e claro que, na hora de Mão Morta, a grande maioria queria assistir a estes místicos do rock português. Com um e-mail já endereçado à Casa da Música a expressar todo o meu descontentamento, não me irão ver lá tão cedo, e espero que muitos mais o façam.
Quanto ao concerto não há nada a apontar, irrepreensíveis como sempre abordaram temas clássicos e músicas do novo álbum. Sinto-me privilegiado a cada concerto que assisto de Mão Morta, são sem dúvida um marco gigantesco na cultura musical deste país. Nota positiva ainda para a StopEstra!, inexplicável a originalidade e a qualidade deste trabalho, intemporal.

1 comentário:
Senhor Francisco, por muito que perceba o seu descontentamento, a Casa da Música é um estabelecimento que tenta fazer o melhor que pode. Provavelmente o que se passou nesse dia foi algo que não se vai voltar a repetir. A sua "ameaça" de não ir lá tão cedo é um pouco exagerada visto que a Casa da Música é um dos poucos edifícios que abrange música de qualidade (em relação a todos os estilos musicais).
Os melhores cumprimentos (BEIJINHOS)
Ana Gomes :P
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