Em 1987 Ryu lançava o seu primeiro Hadouken no famoso arcade Street Fighter; em 2006 surgiram os Hadouken!, agora aclamada banda de electrónica. Com dois álbuns já lançados e um terceiro a caminho, estes rapazes de Leeds estão perto do topo do seu género musical.
O princípio e o primeiro álbum
Em 2007 já atingiam a fama, muito por culpa de That Boy That Girl, música lançada no ano anterior num vinil de duas faixas. O sucesso chegou, e com ele vieram os concertos, os festivais e a rádio. Depois, chegam mais dois singles, Liquid Lives e Leap Of Faith. Já em 2008, os Hadouken! lançam o seu primeiro álbum: Music For An Accelerated Culture. Apesar de não receber críticas brilhantes, a não ser as 4.5 estrelas em 5 da Gigwise, impressionou junto do público.
O álbum abre com duas das principais músicas, Get Smashed Gate Crashed e a já apresentada That Boy That Girl. Aqui os britânicos começam a apresentar a sua electrónica na perfeição, e numa altura em que Klaxons e Late Of The Pier começavam a ter sucesso, estes dois singles valeram como ouro. Tendo em conta a electrónica do momento, o grupo de Leeds cumpria a missão na perfeição, criando músicas que em concerto desempenhariam a sua função de forma brilhante. A melodia continua dentro de um género geral, mas sem seguir uma dinâmica em específico, apresentando sempre uma qualidade superior nos singles em comparação às restantes músicas. Ainda assim, Crank It Up e What She Did aparecem pelo meio deste álbum, fazendo renascer um pouco as esperanças. A partir daí não somos impressionados, mas também não é por isso que ficamos desgostos. É um primeiro álbum, provavelmente lançado a quente devido ao sucesso que os Hadouken! rapidamente recolheram. Serviu e bastou para os lançar em nova tour, desta vez bastante mais global, chegando a passar até pelo Optimus Alive! '09.
For The Masses
Em Janeiro de 2010 era lançado o segundo álbum dos Hadouken!. No dia seguinte, em comentários à NME, o vocalista James Smith chegou a dizer que "já não conseguia ouvir o álbum anterior", o que indiciava uma revolução. Rebirth, primeira faixa, introduz exactamente o que exalta: uma sonoridade muito mais desenvolvida comparativamente ao registo anterior. O primeiro single surge logo a seguir, com Turn The Lights Out (ver vídeo acima), faixa que explode completamente com um grindie bastante agressivo. A esta altura já percebemos até que ponto chega esta nova sonoridade dos Hadouken!, bem mais robusta e prepotente. Aparecem M.A.D. e, pouco depois, House Is Falling, dois outros singles que apelam ao movimento e nos mostram até onde consegue chegar esta banda no universo do new rave.
Somos cada vez mais invadidos de sons novos e inéditos, algo puro e duro mas, ainda assim, chamativo. Quanto a isto, e ainda à NME, James Smith chegou a comentar: "para a rádio é um álbum pouco amigável"; "basicamente, a tua mãe não vai gostar deste disco", rematou. No alinhamento seguem-se Mic Check e Ugly, que mostram um tudo nada de drum & bass, ao que não estamos nada habituados destes britânicos. Contudo, os Hadouken! chegam ainda mais à frente, revelando uma Bombshock que, a par de Lost, coloca um brilhante ponto final ao álbum, com sons entre new rave, dance-punk e trance (nesta última faixa). Viciante!
Os Hadouken! lançaram recentemente, já no final de 2010, mais um registo, o Oxygen EP; este contém duas faixas - Mecha Love e Oxygen - e dois remixes. Actualmente, no panorama da música electrónica, os estes rapazes já são senhores do seu pedestal, ladeando vários grupos de renome internacional. A banda vai aglomerando cada vez mais fãs e estes aguardam agora pelo próximo álbum, razão pela qual a banda já se encontra em estúdio há vários meses. Estão vivos e recomendam-se.

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