Cinema #19 - Blade Runner

Em 2019 uma realidade diferente habita a Terra: evoluindo sem pudor, a tecnologia atinge um patamar assinalável, transformando o nosso mundo e a maneira como vivemos. A busca pela Inteligência Artificial perfeita não soçobra, surgindo um tipo de andróide completamente autónomo, dotado de emoções e de uma aparência primorosa - o Replicant. Desenvolvidos pela Tyrell Corporation, estes andróides são enviados para colónias no espaço, uma vez que a sua tecnologia avançada e a sua atitude violenta valeu-lhes a erradicação do globo terrestre.
O futuro
Sugados por um futurismo sujo e sombrio, somos abarcados por uma realidade diferente, uma sinistra metrópole industrial cobre agora Los Angeles, ocultando o horizonte. As ruas são completos esgotos, onde as massas populacionais se deslocam em manada, evitando a imundície que por ali navega.
Rick Deckard - Harrison Ford - já fora, em tempos, um Blade Runner, uma unidade policial com o objectivo específico de identificar e eliminar quaisquer Replicants que habitem a Terra. Recentemente, foi sabido que quatro destes andróides tinham logrado escapar de uma colónia espacial, pelo que se encontravam à solta naquela mesma urbe. Deckard foi então chamado de volta ao serviço, visto a particular dificuldade que estes quatro fugitivos estavam a oferecer à polícia. Ainda que relutante, Deckard viu-se forçado em aceitar o trabalho.
Com a existência do novo modelo Nexus 6, os Replicants estavam mais avançados, ainda que nunca atingissem uma idade superior a quatro anos. Deste modo, esta prerrogativa tornava-se a questão central da sua presença na Terra; liderados por Roy Batty - Rutger Hauer - estes regressaram para encontrarem o seu criador, de forma a contrariarem a sua diminuta e penosa esperança de vida. Cientes das adversidades que os esperam, mas favorecidos com capacidades por vezes superiores ao normal, estes farão tudo para quebrar as grilhetas da subserviência.
Not so artificial
A inteligência artificial, em especial no elevado nível a que nos é apresentada, levanta enormes questões de ética. Andróide ou não, o campo emocional de um Replicant é de tal modo real que se assemelha ao de um ser humano. Desta forma, será moral e eticamente aceitável a produção de tais andróides para satisfazer as necessidades do Homem? Com o desenrolar do filme, o espectador vai-se apercebendo que a questão se transforma em uma outra: Quem o mais humano, o andróide escravizado que tenta sobreviver ou o Homem que o subjuga?
Blade Runner não é um qualquer, é um dos melhores entre outros como a saga Star Wars e 2001: Odisseia no Espaço; realizado por Ridley Scott é um belíssimo nome da ficção científica. Nota ainda para a banda sonora de tom futurista e perfeitamente cooperante com o que os olhos vêem, contando com algumas criações do conhecido Vangelis.
"Roy: Quite an experience to live in fear, isn't it? That's what it is to be a slave."

2 comentários:

Sara disse...

O novo design assenta que nem uma luva ;)

Anónimo disse...

Parabéns! O novo look é magnífico. minimalista mas arejado e atraente.
Pena os textos na página principal aparecerem com um ligeiro corte na margem esquerda. Situação corrigida quando acedemos à página para comentar.
juaKim

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