Blasted estremeceram o Sá da Bandeira

Ao navegar pelo universo da música portuguesa, será tarefa herculeana confundir Blasted Mechanism com qualquer outro grupo. Criadores de um género até então submerso em Portugal, em 1995, Karkov e Valdjiu davam início à vida de um novo Ser: os Blasted Mechanism. Desde então que esse novo Ser não conhece limites, evoluiu, sofreu transformações e, inclusive, transfigurações, mas a alma, essa nunca se modificou. Agora, depois de 17 anos de vida, não há espaço para dúvidas: os Blasted são únicos.
A pouco e pouco a sala do Teatro Sá da Bandeira ia-se compondo, as expectativas aumentavam e o público começava a ansiar pelo início do espectáculo. Sim, porque concerto não será a denominação mais correcta; as luzes, os fatos, o palco, tudo isto o torna em muito mais do que um simples concerto. O grupo vinha apresentar o seu último álbum de estúdio: Blasted Generation. No palco, imponente, uma espécie de pirâmide. Inspirada em Metratron – figura que representa O Anjo Supremo – e no Hipercubo, a estrutura foi desenvolvida por Valdjiu e Rui Gato, responsável pelo Video Mapping.
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