Mostrar mensagens com a etiqueta ambiente. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ambiente. Mostrar todas as mensagens

O que falta agora?

Há cerca de uma semana, pelo twitter, Al Gore remetia para a sua página pessoal onde escrevia algo bastante interessante: "Em 1987 juntámo-nos e regulámos o uso dos CFCs, resolvendo a questão - o que acabou por resultar. Agora podemos fazer o mesmo com o CO2 e daqui a vinte anos vamos ver a crise climática como algo do passado." dizia o ex-vice-presidente americano em mais um post sobre a luta que ele tanto apoia.
É difícil fazer com que o Mundo, enquanto pessoas, perceba que tem de mudar para salvar o futuro do nosso planeta. Al Gore bem o tentou quando percorreu cidades de todo o globo com a sua famosa apresentação que tanto chocou as pessoas. E como se não bastasse o esforço, foi realizado o documentário "Uma Verdade Inconveniente", com o clima a assumir claramente o papel central, sempre com excertos sobre a vida de Al Gore e alguns clips da tal apresentação. Em 2007 este documentário venceu o Oscar de "Melhor Documentário".
A pegada ecológica mundial
Infelizmente o aquecimento global vai continuar a aumentar em ritmo galopante caso nada seja feito, e ainda por cima, hoje em dia a população mundial usa o equivalente a 1.5 planetas Terra para satisfazer as necessidades de consumo. Isto agrava-se ainda mais quando pensamos que existem países como os Camarões e a Mauritânia, que ainda não ultrapassaram o limite da biocapacidade, mas que para lá caminham. Outro caso alarmante é o do Congo, onde claramente se denota o papel que a desflorestação teve como causa do enorme desfalque da sua biocapacidade. Mas o mais grave é sempre quando um país tende a possuir necessidades de consumo superiores às desejadas, como acontece com os Estados Unidos ou a Espanha.
Neutralizar as emissões
Seguindo o conselho de Al Gore, é melhor começar a pensar em algumas soluções para neutralizar as emissões de CO2. Até agora foram vários os países a afirmar o desejo de reduzir as emissões de dióxido de carbono, ou então de retirar tanto deste da atmosfera quanto o que libertam. É o caso da Islândia e do Vaticano; o primeiro produz cerca de 99% da electricidade e quase 80% de toda a energia produzida através de energias renováveis, já o segundo comprou uma área verde na Hungria onde diz que plantará as árvores necessárias para compensar as suas emissões.
Tem-se tornado cada vez mais urgente encontrar formas de combater o aquecimento global e todos os desastres que este provoca, mas parece que o prazo está a encurtar e cada vez recebemos mais avisos, tsunamis, terramotos e furacões. Como se isso não bastasse a BP veio contribuir com o seu derrame de petróleo, o maior da história dos Estados Unidos, que vai deixar grandes marcas na biodiversidade da zona atingida.

Festivais de Verão


Os festivais de verão estão cada vez mais disseminados por Portugal e pelo mundo fora. Só em 2009 foram mais de 20 os festivais portugueses, dos quais muitos moveram grandes massas populacionais para as suas zonas. Aconteceram um pouco por todo o país, do Norte com o Paredes de Coura, ao Sul com o Super Bock Surf Fest; e do Litoral com o Optimus Alive!, ao interior com o Vidigueira Jovem. O povo português tem certamente por onde escolher, desde os festivais metal ou alternativos até aqueles que tudo juntam, como é o caso do Rock in Rio.
Onde começou este movimento?
Tudo começou em 1971 quando em Vilar de Mouros se realizou o primeiro festival de verão em Portugal, considerado por muitos críticos o Woodstock português. Em pleno Estado Novo mais de 30 000 pessoas livres de quaisquer preconceitos se juntaram perto das margens do rio Coura, para celebrar de forma inimaginável o primeiro festival português. Este contou com a presença de nomes como Elton John, Manfred Mann, e ainda os nacionais Quarteto 1111. Desde então Portugal tem crescido no panorama internacional da música, tornando-se palco frequente de digressões de grandes bandas. Isto, aliado a baixíssimos preços de bilhete, faz com que a procura de festivais de verão seja cada vez maior.
Onde está a comunidade ou o ambiente do campismo?
Assistimos a um esquecimento cada vez maior dos ideais de comunidade do primeiro Vilar de Mouros, já que aparecem cada vez mais festivais que se importam em trazer as bandas mas tendem a esquecer-se do público. Ideais estes não esquecidos decerto pelos míticos Sudoeste e Paredes de Coura, os melhores festivais nacionais em termos de ambiente e liberdade. É claro que as bandas e respectiva qualidade importam, mas na minha opinião, e decerto nas de quem já foi ao Sudoeste ou a Paredes de Coura, não tanto como o ambiente vivido fora e dentro do festival, no campismo e na zona de concertos. Apesar de difícil, não é impossível aliar estes dois aspectos; o primeiro padece apenas do orçamento, já o segundo requer talvez uma certa tradição que só é ganha ao longo dos anos.
O que significa tudo isto?
Mas então quererá isto dizer que as promotoras só se importam em facturar dinheiro? Provavelmente, mas teremos de ser nós a apontar o erro e pedir por mais. Felizmente isto acontece em apenas alguns festivais, enquanto uns ainda resistem e outros nem se importam.
A época de procura anual já abriu, e já foram sendo distribuídos grandes nomes internacionais pelos diversos festivais portugueses. O Optimus Alive! já confirmou Kasabian, Pearl Jam, LCD Soundsystem e Gogol Bordello, o Rock in Rio detém as actuações dos Muse e Rammstein, enquanto que o Marés Vivas apenas anunciou Ben Harper. Tanto o Sudoeste como o Paredes de Coura ainda não deram «sinais de vida», anunciando apenas as suas datas.