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Queima das Fitas 2011


As festas estudantis acontecem um pouco por todo o país, proporcionando dias de autêntica «liberdade» para os estudantes que nelas participam. Chamam ainda todo o tipo de audiência, mobilizando milhares de pessoas e, devido a ser importante na esfera universitária, até atraem estrangeiros.
Porto
Amanhã, pouco depois da meia-noite, inicia-se a Queima das Fitas do Porto, provavelmente a mais aguardada de todo o país a cada ano que passa, quer pelo poderio económico quer pela qualidade de organização da FAP. Depois de no ano passado ter apresentado nomes como Crystal Castles ou Franz Ferdinand, em 2011 surge com um cartaz promissor, contando com actuações de MGMT - com claro destaque -, Patrice, Suede e muitos outros. Para os estudantes este não é, nem de longe nem de perto, o motivo de ida, mas resulta perfeitamente como factor de atracção de massas, contribuindo para receitas muito mais avultadas.
Apesar da música não se ficar pelo palco principal, o maior «íman» são mesmo as barraquinhas, cuja lista é completamente impossível de resistir. Entre os 122 nomes, surgem pérolas como "Tasca do Urso", "Reino de Déus", "Estou perdido" e "Anatomia do Greg". Cada barraca tem a sua própria música, desde o kuduro ao trance «foleiro», tentando - muitas vezes conseguindo! - competir com o palco e as tendas de música, agregando milhares de pessoas à sua área. Não seria possível deixar de referir o álcool a preços irrisórios, razão principal para tamanha afluência.
Outras cidades
A par da Queima do Porto, as festas académicas mais conhecidas de Portugal são a Queima de Coimbra e o Enterro da Gata de Braga. Na cidade dos estudantes os nomes principais são Editors, James e Marcelo D2. Este último também actua no Minho, ao lado de 2 Many Djs e Natiruts. Um facto interessante sobre muitos destes eventos é a presença assídua de Quim Barreiros, quase detentor de um lugar cativo vitalício. Já a semana académica de Lisboa desilude sempre pela sua curta duração e fraco espírito - veja-se que no ano passado foi adiada devido à chuva. Ainda assim, a edição deste ano conta com a presença de Emir Kusturica e a sua No Smoking Orchestra, excelente grupo musical.
Como vemos, as tão adoradas Queimas das Fitas continuam a apostar em nomes de alguma dimensão, de forma a atrair cada vez mais público para os recintos. Seja ou não pela música, a passagem é «obrigatória» para os jovens, que aqui encontram diversão garantida.

O reinício do ciclo

Começa o ano escolar, começa o frenesim ao soar da campainha, a torrente de alunos na entrada da escola e a correria habitual do nosso quotidiano; começa também o estudo ou a falta dele, a chegada dos primeiros exames e o encher das ruas com carros, carrinhas, motorizadas e "motoretas". Depressa tudo acaba, e sem nos darmos conta reinicia numa espécie de ciclo vicioso que só há-de acabar na reforma; isto é, se por essa altura ela ainda existir.
Já se fala em entradas no Ensino Superior, vagas e médias, em quem entrou e quem ficou de fora à espera de sorte na 2ª fase. Uns entram na primeira opção, outros na segunda e alguns nem na sexta. De qualquer das formas este ano cerca de 55% dos candidatos entraram na sua primeira escolha, o que não deixa de ser positivo para as aspirações dos jovens estudantes. Alguns cursos continuam com uma média astronómica, como Arquitectura e Medicina, e outros andam a jogar "às cartas", com médias negativas ou sem um único candidato. As disparidades são gigantescas.
Jornalismo
Num caso mais particular analisemos o curso de Ciências da Comunicação (que adopta diversos nomes por todo o país). Na Universidade Nova de Lisboa a nota do último colocado foi de 17.25, ultrapassando assim a barreira dos 17 valores e subindo 0.45 comparativamente com o ano passado. A segunda nota mínima mais alta foi registada na Universidade do Minho e foi 16.22 valores. Em termos gerais todas as universidades registaram uma subida da nota mínima, à excepção da Universidade dos Açores e da Universidade do Porto (agora 15.94), esta última devido à abertura de mais 10 vagas. Veja aqui o quadro completo.
É assim possível denotar que, pelo menos no curso de Ciências da Comunicação, as médias vão subindo, o que dificulta a entrada na faculdade para muito alunos. Existem sempre faculdades com um índice minúsculo de candidaturas, mas sempre fica melhor no currículo uma faculdade mais exigente e de renome, o que pode logo abrir muitas portas. Contudo, o número de estudantes no Ensino Superior continua a crescer, o que é óptimo para a formação adequada da população, mas que acaba por saturar o mercado de trabalho. Duas realidades antagónicas mas, neste caso, inseparáveis.