
Começa o ano escolar, começa o frenesim ao soar da campainha, a torrente de alunos na entrada da escola e a correria habitual do nosso quotidiano; começa também o estudo ou a falta dele, a chegada dos primeiros exames e o encher das ruas com carros, carrinhas, motorizadas e "motoretas". Depressa tudo acaba, e sem nos darmos conta reinicia numa espécie de ciclo vicioso que só há-de acabar na reforma; isto é, se por essa altura ela ainda existir.
Já se fala em entradas no Ensino Superior, vagas e médias, em quem entrou e quem ficou de fora à espera de sorte na 2ª fase. Uns entram na primeira opção, outros na segunda e alguns nem na sexta. De qualquer das formas este ano cerca de 55% dos candidatos entraram na sua primeira escolha, o que não deixa de ser positivo para as aspirações dos jovens estudantes. Alguns cursos continuam com uma média astronómica, como Arquitectura e Medicina, e outros andam a jogar "às cartas", com médias negativas ou sem um único candidato. As disparidades são gigantescas.
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Num caso mais particular analisemos o curso de Ciências da Comunicação (que adopta diversos nomes por todo o país). Na Universidade Nova de Lisboa a nota do último colocado foi de 17.25, ultrapassando assim a barreira dos 17 valores e subindo 0.45 comparativamente com o ano passado. A segunda nota mínima mais alta foi registada na Universidade do Minho e foi 16.22 valores. Em termos gerais todas as universidades registaram uma subida da nota mínima, à excepção da Universidade dos Açores e da Universidade do Porto (agora 15.94), esta última devido à abertura de mais 10 vagas. Veja aqui o quadro completo.
É assim possível denotar que, pelo menos no curso de Ciências da Comunicação, as médias vão subindo, o que dificulta a entrada na faculdade para muito alunos. Existem sempre faculdades com um índice minúsculo de candidaturas, mas sempre fica melhor no currículo uma faculdade mais exigente e de renome, o que pode logo abrir muitas portas. Contudo, o número de estudantes no Ensino Superior continua a crescer, o que é óptimo para a formação adequada da população, mas que acaba por saturar o mercado de trabalho. Duas realidades antagónicas mas, neste caso, inseparáveis.

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