
Dia 11 de Junho o Teatro Sá da Bandeira acolheu o primeiro e único dia do Clash Club Live; já que devido a uma fraca procura de bilhetes o segundo dia, que contava com artistas como The Whip, Motor e Yuksek, acabou por ser cancelado.
A primeira banda da noite, os Moullinex, liderada pelo viseense Luís Clara Gomes, nome internacional da electrónica, estreou-se pela primeira vez em Portugal. O grupo era completado com Bruno Cardoso na guitarra, Luís Calçado no baixo e Herman Bauerecker nas congas e flauta transversal. Com uma actuação sólida este projecto conseguiu entreter da melhor forma o pouco público que tinha entrado no TSB até à altura.
Seguiram-se os Shy Child, dois norte-americanos dotados de alguma habilidade musical que souberam muito bem o que fazer para pôr a audiência a sentir a sua actuação. Com o mais recente álbum Liquid Love na bagagem, o duo não temeu uma actuação repleta de mudanças e alterações às faixas originais. Com Nate Smith na bateria e Pete Cafarella no teclado e microfone, esta banda atingiu sensivelmente uma hora de boa música electrónica aprovada quase unanimemente pelos presentes.
Às 3h10, um pouco antes da hora prevista, entrava finalmente em palco a principal banda da noite, os Kap Bambino. Este excelente duo de electrónica, já querido pelos portuenses, voltou a provocar um motim na cidade Invicta. A entrada em palco foi como sempre um momento de êxtase geral, Orion dirige-se para o seu sintetizador e começa a fazer vibrar todo o público, que aguarda pela chegada de Caroline Martial, a vocalista. A partir desse momento o Teatro Sá da Bandeira entrou noutra dimensão, e pelo meio de uma viagem épica através do excelente repertório dos Kap Bambino eram frequentes as invasões de palco em busca do contacto com a vocalista. Caroline tentou também, e na maioria das vezes sem sucesso, que os seguranças parassem de expulsar os seus fãs do palco, que apenas ali estavam para aproveitar o concerto.
Batcaves, Dead Lazers e Acid Eyes enlouqueceram toda a plateia, que continuava a invadir o palco e a fazer crowd surfing quando possível, acabando por chegar ao clímax com New Breath, um dos mais adorados singles da banda. No decorrer do espectáculo houve também oportunidade para Caroline invadir o público por várias vezes, numa das quais obrigando os seus fãs a formar um círculo à sua volta enquanto cantava. Esta acabou por ser «engolida» pela audiência e enviada de volta para o palco.
Tão rapidamente o concerto tinha começado como terminado, deixando como sempre o desejo de mais. Porém, nessa noite todos os espectadores saíram do recinto totalmente (e novamente!) rendidos a este duo francês que nunca desilude. A noite continuou com Danger e Mr. Mitsuhirato, que foram actuando para os últimos resistentes.
Importante é também dizer que esta edição do Clash Club ficou também marcada por alguns problemas de som, como por exemplo o volume exageradamente baixo que foi alvo de protestos.

2 comentários:
LOL o verdadeiro final de artigo! o volume demasiado baixo, ahahahah
escolheste cá uma foto da rapariga que te vou contar...
E A TUA FOTO? ai ai!
que vergonha de segurança.
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