Que crise?


Enquanto os ministros afirmam que a crise está a recuar, o país queixa-se cada vez mais das más condições de vida e da falta de dinheiro. No entanto, é sabido que todo o português tem aquela aptidão especial para estar sempre do contra e arranjar sempre algum defeito.
Sob este ambiente de suposta pós-crise, no passado dia 29 de Maio quase 1% da população deste país à beira-mar plantado assistiu aos concertos de 4 intérpretes no Rock in Rio Lisboa. O cabeça de cartaz era Miley Cyrus, e pelo meio dos McFly e dos D'zrt apenas Amy Macdonald (autora do êxito mundial This is The Life) se salvava. Ora, para tanta qualidade musical 88.000 pessoas pagaram uma módica quantia de 58€ sem qualquer desconto para crianças; apenas existia entrada gratuita para menores de 3 anos.
É óbvio que o público mais direccionado para este dia deste pseudo-festival de verão são as crianças e adolescentes com idades compreendidas entre os 6 e os 14. Também é óbvio que para estes assistirem ao concerto terão de ser acompanhados pelos pais e mães, o que acaba por levar a família toda atrás. Aliando o custo dos bilhetes a deslocações e comida certamente não ficou muito barata toda esta pequena aventura. Para cúmulo, vimos famílias inteiras a abandonar o recinto mais cedo devido ao sono dos «mais novinhos».
De facto são bastantes as lamúrias do povo português, e é verdade que muitos deles sofrem, bastante. Mas é um verdadeiro abuso a maioria queixar-se para depois gastar rios de dinheiro num evento deste género.
De tudo isto podemos retirar diversos pensamentos, de entre os quais:
  1. Na verdade, cada um faz o que quer e o que bem entende do seu dinheiro.
  2. O que faziam 88.000 no Rock in Rio enquanto mais de 20.000 assistiam de graça a BB King?

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