
Inglaterra, 1983. Shaun (Thomas Turgoose), um pequeno rapaz de doze anos marcado pela morte do seu pai, não tolerava que falassem deste em vão, o que lhe valia alguns problemas na escola. Depois de um dia complicado Shaun passa por um grupo de skinheads que o decidem acolher no grupo, tentando diverti-lo e apoiá-lo. Ele acaba por se inserir na cultura skinhead e a passar grande parte dos dias seguintes com eles, começando a vê-los como os seus verdadeiros amigos. Toda a envolvente faz com que o ingénuo rapaz se integre num mundo que não conhece; e se no início começa com umas simples brincadeiras mais arrojadas, no final acaba por ser demasiado para uma simples criança apanhada no meio de uma crise emocional.
O pai de Shaun morreu a defender o seu país na guerra das Falklands, e consumido por uma conversa-barata sobre o nacionalismo, o pequeno decide deixar o pai orgulhoso, ingressando na frente nacionalista britânica, cujos comportamentos são extremamente xenófobos e têm como objectivo a expulsão definitiva de imigrantes do solo britânico. À primeira vista, e com o poder nas mãos, Shaun parece gostar de todo aquele ambiente de defender o país e menosprezar os estrangeiros, mas o assunto era muito mais profundo e só quando tudo se descontrolou é que o rapaz finalmente percebeu onde se tinha metido.
Um filme impressionante que nos deixa boquiabertos e incrédulos com tamanha realidade que transmite. É apresentado um mundo que poucos conhecem na primeira pessoa, e que tanto assolou a Grã-Bretanha nos anos 80 e 90. Absolutamente assustador.
E que opinião tem o leitor sobre esta longa-metragem?
Classificação: 9/10

1 comentário:
Já tive a oportunidade de ver, e sim, é fascinante. Assombroso ambiente que nos transmite
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