
As eleições presidenciais portuguesas de 2011 serão realizadas a 23 de Janeiro de 2011, colocando frente a frente seis candidatos. Claramente que o destaque tem de ser entregue a Cavaco Silva, actual Presidente da República, que é seguido por Manuel Alegre e Fernando Nobre, respectivamente e segundo as últimas sondagens.
Clima
O clima de instabilidade política que se faz sentir em Portugal é responsável por acções possivelmente determinantes nestas eleições. Se, por um lado dão azo a uma forte rajada de críticas ao actual PR por parte da oposição, por outro acabam por provocar um certo medo de mudança nos eleitores. O povo português sempre teve receio de mudar o que quer que fosse, e fosse qual fosse o estado do país. A máxima do «quem está mal muda-se» é completamente ignorada, em detrimento de um «mal por mal ficamos na mesma» fatal.
Previsões
Cavaco Silva segue na frente, e, segundo as sondagens, conseguirá mesmo obter a maioria absoluta na 1ª volta. Manuel Alegre deverá obter o segundo lugar, com uma percentagem de votos entre os 22% e os 26%. Assim, tudo indica que Manuel Alegre vai ser novamente batido por Cavaco Silva, este que atingirá o seu segundo mandato. Fernando Nobre, presidente da AMI, e Francisco Lopes, apoiado pelo PCP, são os candidatos que se seguem nas sondagens. Por último, e já com uma percentagem de votos irrisória, aparecem Defensor Moura e José Manuel Coelho.
Abstenção
O português nunca gostou de se levantar do sofá para ir buscar uma cerveja, quanto mais para ir às urnas votar num «líder» para o seu país. Relembre-se que nas últimas presidenciais, em 2006, registou-se uma abstenção de 38,47%.O estado da nação também ajuda a que o eleitor não se sinta motivado, mas o acto do voto é, antes de um direito, uma obrigação. Durante décadas a liberdade de expressão era inexistente no nosso país, continuando a sê-lo em muitos lugares da Terra, pelo que é preciso dar-lhe o apoio e força merecidos. A abstenção é ignorância, vá votar!

1 comentário:
Tanta gente, e durante tantos anos, lutou para que nós tivessemos a possibilidade de decidir quem colocar à frente do pais, para hoje, 23 de Janeiro de 2011, até às 16h (segundo o Jornal de Notícias) apenas 35.16% da população ter ido às urnas. Menos 10.4% do que em 2006 segundo a mesma fonte.
A palavra ignorância está bem escolhida, apesar de lhe podermos chamar tantas outras...
Boa análise!
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