Literatura #2 - Animal Farm


Nascido em 1903, na Índia, George Orwell assinou diversas obras de literatura, entre elas "Animal Farm", reconhecida internacionalmente pela sua brilhante crítica e sátira ao regime comunista soviético, em vigência desde o pós-guerra até aos anos 90. O nome de nascença de Orwell é Eric Arthur Blair, mais tarde vindo a adoptar o nome pelo qual é mundialmente conhecido. Na sua obra constam livros como 1984, Burmese Days e Coming Up For Air.
Contre Stalin
Pensada como uma história contra o regime de Estaline, Animal Farm aponta as incongruências e maiores falhas do Comunismo. Começa por apresentar a quinta onde se desenrola a acção, a Manor Farm, propriedade de Mr. Jones, um ébrio agricultor que induz os seus animais a um trabalho pouco remunerado em alimentos. Infelizes e guiados por Old Major, o mais velho e sábio porco da quinta, sonham com a liberdade, o resultado de uma rebelião contra Mr. Jones. Guiados por uma máxima, "Four Legs Good, Two Legs Bad", e até mesmo inspirados por uma canção, Beasts of England - funcionando tal qual como uma música do Coro do Exército Vermelho -, levam a cabo a revolução que elimina a chefia humana da quinta, entregando o controlo aos animais. O objectivo da eliminação humana fora consumado, agora só necessitavam de viver em igualdade, sem cair nos vícios humanos.
Revolução esquecida, liberdade perdida
A sublevação é orquestrada com incrível sucesso; e desde logo os animais começam a organizar a vida na quinta, agora chamada de "Animal Farm". Os porcos Napoleon e Snowball, líderes da rebelião, chefes ficaram, uma vez que se tratavam dos animais mais espertos. Os outros, ignorantes na verdadeira acepção da palavra e, consequentemente, ingénuos, limitavam-se a ouvir e a seguir as ordens que de cima provinham. Astuto, Napoleon expulsa Snowball - com o qual nunca concordava - da quinta, ficando com o caminho livre para o domínio absoluto. Com a ajuda de Squealer, um porco com qualidades demagógicas, manipula as frágeis mentalidades de todos os outros animais, submetendo-os a uma miséria que nem estes reconheciam ou condenavam. Pouco a pouco os porcos iam adoptando alguns dos vícios humanos, deixando-se corroer pelo poder que agora tinham em mãos.
Repleta de pequenos detalhes, a história prossegue para um final brilhantemente pensado - tal como a totalidade da obra. Uma incrível crítica ao modo como o comunismo parece pregar a igualdade e justiça entre todos os homens, enquanto que no topo existe sempre alguém a comandar e escravizar os demais. Abrange, de facto, todas essas revoluções pela liberdade que tão pouco depois parecem esquecer as causas que inicialmente defendiam. Uma história simples, rápida e recomendada.

1 comentário:

the best disse...

és o melhor futuro jornalista de sempre (depois de mim!). sim, eu, que só me decidi há dois meses e que, por isso, estou a imitar-te. pobre de mim!

mas continua com o blog, pode ser q um dia cheguemos a um pé de igualdade!!

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