
O FC Porto fechou a época em grande, com uma vitória por 6-2 frente ao Vitória de Guimarães, consumando o seu quarto e último troféu deste ano. Villas-Boas e a sua formação bateram recordes e mais recordes, tantos que uma enumeração aqui serviria para um artigo de tamanho considerável. Só uma taça ficou fora do alcance do FC Porto, a Taça da Liga - competição com menos prestígio em Portugal mas que não deixa de ser importante. Pelo caminho foram arrecadadas a Supertaça Cândido de Oliveira, a Liga Zon Sagres, a Liga Europa e, como já referi, a Taça de Portugal.
Liga Europa
A final da segunda competição europeia, a seguir à Liga dos Campeões, foi disputada em Dublin, Irlanda. Apesar do hóspede e ambiente irlandeses, a final era completamente portuguesa - feito até agora inédito para Portugal -, colocando Sporting de Braga e FC Porto num frente-a-frente nortenho. As equipas já se tinham defrontado por duas ocasiões na presente época, os dragões saíram a ganhar em ambas: primeiro,uma esforçada vitória por 3-2 em casa, num dos melhores jogos da Liga Zon Sagres deste ano, e depois um 2-0 no Estádio AXA, casa do SC Braga, com um bis de Otamendi. Fosse qual fosse o desfecho, o campeão seria português, feito importantíssimo para as aspirações nacionais e culminar de uma excelente campanha europeia que fez Portugal subir três posições no ranking da UEFA, de 9º para 6º. É ainda de assinalar o facto de sermos a nação com mais vitórias em competições europeias nesta época: 41, contra as 40 de Espanha e 39 de Inglaterra - e tivemos menos jogos!
O jogo acabou por não revelar grande qualidade, apresentando um futebol muito táctico e seguro do FC Porto e um jogo muito amedrontando do SC Braga na retranca, que só revelava a cabeça em saídas de contra-ataque. E é numa destas saídas para o ataque - não muito rápida - que o Braga perde a posse de bola e possibilita aos portistas o 1-0 aos 44', altura perfeita para se abrir o marcador no futebol. O colombiano Guarín ganha o esférico e cruza de forma irrepreensível para o seu compatriota Falcao, o culpado do costume, fazer mexer o marcador pela primeira e última vez. Até ao final o jogo foi disputado, mas sempre no meio-campo, com poucas oportunidades. Ainda assim, o Braga conseguiu assustar, mas Mossoró não fez mais do que acertar em Helton quando se encontrava isolado em frente ao guardião brasileiro. O Porto renovava o título da Liga Europa ganho em 2003 (ano em que esta ainda se chamava Taça UEFA).
A temporada
O resumo da temporada é espantoso: 58 jogos, traduzidos em 49 vitórias, 5 empates e 4 derrotas. Absolutamente destruidor este Porto, que só não igualou o melhor registo alguma vez feito na Liga Portuguesa (apenas 2 empates), por desconcentração frente ao Paços de Ferreira, na penúltima jornada. Ainda assim, e como tinha dito, a lista de recordes não tem precedentes, e esta é mesmo uma temporada que ficará marcada na história do clube como uma das melhores sempre. Em Agosto, o campeão voltará às disputas de troféus, começando com a Supertaça de Portugal, frente ao Guimarães, e terminando com a Supertaça Europeia, contra o vencedor da Champions - Barcelona ou Manchester. Este último troféu apenas foi ganho por uma vez pelas hostes portistas, em três tentativas efectuadas.
O resumo da temporada é espantoso: 58 jogos, traduzidos em 49 vitórias, 5 empates e 4 derrotas. Absolutamente destruidor este Porto, que só não igualou o melhor registo alguma vez feito na Liga Portuguesa (apenas 2 empates), por desconcentração frente ao Paços de Ferreira, na penúltima jornada. Ainda assim, e como tinha dito, a lista de recordes não tem precedentes, e esta é mesmo uma temporada que ficará marcada na história do clube como uma das melhores sempre. Em Agosto, o campeão voltará às disputas de troféus, começando com a Supertaça de Portugal, frente ao Guimarães, e terminando com a Supertaça Europeia, contra o vencedor da Champions - Barcelona ou Manchester. Este último troféu apenas foi ganho por uma vez pelas hostes portistas, em três tentativas efectuadas.
Depois de uma época assim, tudo é possível.

2 comentários:
É uma pena que nos fiquemos pela rama. Apenas nos focamos nos sucessos e tendemos a esquecer o que permitiu chegar a isso: Trabalho, muito trabalho! Organização, muita organização! Esforço, empenho, competência e espírito de equipa.
Não há milagres!
Ponhamos nós os olhos nisso e deixemo-nos de esperar que os outros façam as coisas por nós.
Se o FCP estivesse à espera que os outros perdessem pontos a história seria outra.
Que sirva de exemplo. seventy-six
De facto, muito esteve por detrás de todo este sucesso do FC Porto.
Como estamos no final da época decidi fazer a tal compilação reduzida das estatísticas que impressionam; porque se trata mesmo de uma temporada sem precedentes.
No "início" da época escrevi um post sobre o efeito Villas-Boas na formação portista, um dos tais factores - talvez o maior - que permitiu o sucesso (http://mjournalism.blogspot.com/2010/11/este-porto-de-villas-boas.html).
Cumprimentos
Enviar um comentário