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A influência da arte


A arte existe desde que conhecemos o Homem. Começou com simples pinturas rupestres, que simbolizavam o quotidiano do homem primitivo, evoluindo, progressivamente, para algo mais elaborado e menos cru.
Literatura
Arístoteles, Sócrates e Platão, espalhavam, acompanhados de suas túnicas e uma legião de muitos outros filósofos, os seus pensamentos e ideologias. Estes ficaram perpetuamente ligados com a Humanidade, registando uma viagem intemporal que se estendeu da Antiguidade até aos dias de hoje. Milhões foram, certamente, as pessoas que já leram um texto de algum destes filósofos, o que revela a magnitude da influência que estes homens tiveram no Mundo: no seu, e no nosso. A aceitação já pouco ou nada interessa, o indivíduo conhece, vê e imagina; e só assim pode gerar os fundamentos que moldam a sua pessoa.
Música
A estreita relação entre a música e a cultura ideológica de um indivíduo não é recente. Basta olhar para os verdadeiros estilos de vida formados em torno do reggae, punk e indie rock – com claro destaque para os dois primeiros. Mas o punk é, provavelmente, o caso mais extremo, quer para o indíviduo integrante, quer para quem se encontra no exterior da sua esfera de influência, e ainda no que toca a correntes adjacentes - culpa da música. Isto porque, apesar de difundido pelos quatro cantos do globo, ainda é incompreensivelmente enleado com os movimentos que condena. Devido à aparência patente ao movimento, muitos continuam a confundir a cultura punk com o neo-nazismo – que é talvez a ideologia mais repudiada pelos punks.
Assim, conseguimos denotar que, se um simples estilo/cultura tem influências, não apenas sobre o indivíduo que o adopta, como também sobre a opinião e julgamento da sociedade, a arte desempenha um poderoso papel no mundo contemporâneo.
Diz-me que livros lês, que filmes vês, que músicas ouves, e dir-te-ei quem és.

E lá se vai mais um ano (2/2)


Ambiente
Em 2010 conhecemos o maior desastre ecológico da história dos Estados Unidos, o derrame de petróleo no Golfo do México. Este foi provocado pela explosão e consequente afundamento de uma plataforma petrolífera, atingiu o estatuto de maior derrame acidental do mundo, e era até visto do espaço (ver imagem). Com o escape de 4,9 mil milhões de barris de petróleo, este derramamento apenas ficou atrás dos derrames intencionais de 1995 no Kuwait, que registaram a perda de cinco mil milhões de barris. A fuga demorou quase três meses até ser completamente reparada, o que agravou as consequências inerentes a todo este problema. A BP, entidade proprietária da tal plataforma, a Deepwater Horizon, ficou assim marcada pela negativa nas bocas do Mundo.
Política
Barack Obama perde a maioria na Câmara dos Representantes e recebe uma clara mensagem de todos os americanos. A América necessita de um novo rumo, com resultados mais concretos e visíveis, e Obama enfrenta agora um período de grande negociação entre dois partidos, um com o Senado e outro com o Congresso.
Dilma Rousseff vence as eleições presidenciais do Brasil com 56% dos votos, derrotando o seu adversário José Serra, que se ficou pelos 44%. Dilma, apoiada por Lula da Silva, tornou-se a primeira mulher a chegar ao cargo de Presidente do Brasil.
Laurent Gbagbo perde a segunda volta das eleições presidencias da Costa do Marfim para Alassane Ouattara, porém, recusa-se a desistir do poder. Gbagbo insiste que não foram apresentandos quaisquer dados do resultado das eleições pela comissão, pelo que não entregará o poder. Montou ainda um cerco ao hotel Golf, onde o seu adversário está a ser protegido pelos capacetes azuis. O perigo de guerra civil é iminente.

Foi um ano repleto de acontecimentos marcantes, e estes dois artigos são apenas duas breves sínteses do que em 2010 se passou. É claro que muito mais foi escrito nas páginas da História mundial, mas o Multimedia Journalism apenas tem o objectivo de seleccionar uma série de importantes eventos ou pessoas que de certo modo afectaram o desenrolar do ano em diversos panoramas, nacionais ou internacionais.

E lá se vai mais um ano (1/2)


2010 conhece amanhã o seu fim. Foi um ano agitado, repleto de acontecimentos que marcarão as páginas do nosso futuro e outros que nem por isso, ou que então ficarão recordados à sua maneira. Existe sempre algo a apontar quando olhamos para trás. Mas, afinal, o que é que se passou em 2010?
Desporto
À última jornada da Liga Sagres, o Benfica estava em primeiro lugar, à frente do Braga (2º) e do FC Porto (3º), terminando com o jejum de quatro anos e festejando assim o seu 32º título na competição; a equipa encarnada venceu também a Taça da Liga. O Porto viria, contudo, a conquistar a Taça de Portugal e a Supertaça, terminando o ano de 2010 com apenas 3 derrotas, melhor registo de toda a Europa.
Portugal chegou a qualificar-se para o Mundial na África do Sul, mas acabou eliminado pela Espanha nos oitavos-de-final com um golo inválido, selecção esta que viria a vencer o Campeonato. Mais tarde os lusos viriam a derrotar os espanhóis por um brilhante 4-0 no Estádio da Luz.
A FIFA escolhe a Rússia e o Qatar como organizadores dos Mundiais de 2018 e 2022, respectivamente, colocando de lado a candidatura ibérica.
Alberto Contador vence o Tour de France, batendo Armstrong; porém, análises ao sangue do ciclista espanhol acusam a presença de um anabolizante proibido, colocando-o em risco de perder o título.
Sébastien Loeb vence pela sétima vez consecutiva o Mundial de Ralis, reconfirmado a sua supremacia face a todos os outros pilotos.
Música
Os Arcade Fire editam aquele que é considerado o melhor registo de 2010, The Suburbs, continuando com o seu emergente sucesso. Bandas como MGMT, Vampire Weekend, Gorillaz, e Foals, também lançam álbuns de elevada qualidade. Jónsi, vocalista dos Sigur Rós, lança o seu primeiro álbum a solo - Go.
Pearl Jam terminam a sua tour em Portugal, no festival Optimus Alive!10, levando 45 mil pessoas ao Passeio Marítimo de Algés; o evento acolheu 112 mil pessoas ao longo dos três dias de concertos. Paredes de Coura traz os The Prodigy às margens do Rio Tabuão, e surge mais um festival nortenho, o Milhões de Festa. Vilar de Mouros foi novamente adiado, não registando actividade desde a sua última edição, em 2006.
O grupo português Mão Morta assinala o seu 25º aniversário com mais um álbum, Pesadelos em Peluche, e uma tour por diversos palcos do país.
Cinema
Christopher Nolan escreve e dirige Inception, aclamado pela generalidade como o melhor filme do ano (9.0 no IMDb). Leonardo DiCaprio, para além de protagonista em Inception, desempenha o papel principal em Shutter Island, outro bom filme de 2010.
Harry Potter e os Talismãs da Morte marcou significativamente o ano para todos os aficcionados da saga, não só por ser o último capítulo desta emblemática história, mas também por estar divido em duas partes, sendo que a segunda apenas é apresentada em Julho de 2011. Esta coloca um ponto final a toda a aventura.
The Social Network e 127 Horas são outros dois filmes que prometem deixar a sua marca no ano que passou. O primeiro conta toda a controvérsia que se desenvolveu em torno da rede social Facebook, já o segundo apresenta a história verídica de um intrépido montanhista que conhece os seus limites ao ficar preso num desfiladeiro.

Festivais na Europa


(clique na imagem para ver o artigo na íntegra)
"[...]Os grandes festivais podem ter mais palcos e actuações, mas os cachets que artistas cobram são os mesmos em qualquer país. «Uma coisa é os bilhetes serem mais baratos, outra é os custos serem mais baixos, o que não acontece. Os artistas e os equipamentos não custam menos em Portugal que noutros países», explica à BLITZ Álvaro Covões, director da Everything is New, produtora do Optimus Alive!10.[...]Compare agora preços e cartazes dos grandes festivais nacionais com os de outros países europeus. O seu Verão pode estar cá dentro."
Mário Rui Vieira in Blitz Abril 2010
É verdade que os festivais portugueses são muito mais baratos, chegando a menos de metade do preço, do que a grande maioria destes eventos pela Europa fora. E seguindo a ideia de que "O seu Verão pode estar cá dentro.", é também verdade que devemos começar por «habitar» festivais nacionais antes de partir para fora do país. Não só para antes ganhar alguma experiência, mas também porque o custo do bilhete adicionado às viagens pode atingir valores exorbitantes, quase obrigando a que seja once in a lifetime.
O público queixa-se que os preços dos festivais europeus são demasiado elevados. Em Portugal os preços variam entre os 40€ do Marés Vivas e os 90€ Optimus Alive, que são os festivais que trazem o menor e maior número de bandas, respectivamente. Já pela Europa o custo de um bilhete pode ir até aos 250€, aproximadamente. Porém, estes preços são totalmente justificáveis. Já que Portugal não tem uma indústria musical tão desenvolvida como outros países, o público não está preparado para um consumo alargado de bandas, o que já é possível no estrangeiro. Por vezes até se repara em queixas quanto aos preços actuais, o que comprova a não existência de uma cultura musical tão massificada que permita fazer festivais a preços elevados mas com muitas bandas de renome.
Em Inglaterra são muitos os eventos deste género, com especial destaque para Glastonbury, Reading e Leeds. Tenha-se como referência que ainda ontem cerca de 80.000 passes de 3 dias para Reading, esgotaram em apenas duas horas a £180 cada (aproximadamente 200€). Este facto torna-se ainda mais impressionante quando sabemos que, só 15 minutos depois de começarem as vendas é que foram anunciados os primeiros nomes do cartaz. Quando este estiver completo serão mais de 80 bandas por dia, distribuídas por 6 palcos!
Denotamos assim que os preços praticados na Europa estão totalmente de acordo com os cartazes que são oferecidos ao público. Ainda assim, para estrangeiros torna-se muito complicado ir a estes festivais devido a todos os ademais custos que estes têm de suportar. É sem dúvida algo a experimentar, mas até lá, fique-se pelo país.